Porque ainda nunca fizeram uma viagem de mota pelos Pirenéus, com tantos destinos já visitados na Europa? Tem sido uma pergunta recorrente pela nossa caixa de mensagens. Porque ao longo dos nossos anos a andar de mota, fomos procurando destinos mais distantes ansiosos pela descoberta dos lugares que sempre nos fizeram sonhar. Com o sentimento presente de que os Pirenéus são um destino mais próximo e que, no limite, se um dia deixássemos de conseguir ir tão longe, eles ali estariam para nos receber.
Nestes anos de moto turismo, no nosso regresso a Portugal, cruzámos os Pirenéus algumas vezes em pontos de estradas de alta montanha, quebrando a monotonia do regresso pelas estradas mais rápidas. Assim foi no nosso regresso da primeira viagem aos Alpes, da Noruega, da Córsega e da Sardenha, etc. Mas nunca lhe tínhamos dedicado inteiramente uma única viagem. Creio que quis o destino levar-nos até eles num mágico mês de Outono, para conhecer o coração da cordilheira que separa Espanha de França, nas idílicas cores da estação. Agora, aqui estamos para partilhar um dos roteiros mais pedidos para o blogue, desejando que se divirtam por ele tanto como nós.




Sobre os Pirenéus e a uma rota pela Transpirenaica
Os Pirenéus são uma imponente cordilheira de montanhas, com mais de 800 km de extensão numa orientação E-W, que representam uma fronteira natural entre Espanha e França (com Andorra aninhada entre eles). A rota da Transpirenaica tem como objectivo percorrer toda a sua extensão, entre o Cabo Higer no Mar Cantábrico, até ao Cap de Creus no Mar Mediterrânico. Há até quem leve consigo por toda a duração da viagem, água do Mediterrânico para deixar no Cantábrico no final da viagem. Ou vice versa. Nós levamos connosco apenas as paisagens no coração, e deixamos o nível do mar tal e qual como está.


Não há uma única rota oficial pela Transpirenaica
Quando se pesquisa uma rota pela Transpirenaica, na fase de planeamento do roteiro de viagem de mota pelos Pirenéus, rapidamente se conclui que não há uma única rota oficial. No entanto, nos mapas mais partilhados consta um roteiro maioritariamente pela estrada N260 no lado espanhol, a passagem por Andorra e uma rápida abordagem aos Col’s mais conhecidos no Tour de France.
Considero sempre os lugares mais icónicos nos nossos roteiros. Afinal, parto do pressuposto que se tornaram famosos por algum motivo. Mas não deixo de olhar para o mapa da geografia da região, considerando tantos outros que me saltam à vista. Se as curvas de nível por ali se aproximam, a montanha eleva-se. E se há uma estrada para as percorrer, será promissora para uma viagem de mota.
Rapidamente concluí que é no lado francês que as curvas de nível ficam mais interessantes e, por isso, o nosso roteiro se desenrola maioritariamente pela bela França. Esta é a rota da Transpirenaica do Quilómetro Infinito, inteiramente por estradas pavimentadas. Mas fica em nós o desejo de um regresso para o aparte mundo fora de estrada.





Informações práticas para uma viagem de mota pelos Pirenéus
Quando ir
É mais fácil dizer quando não ir: durante o Inverno quando as estradas de alta montanha estão fechadas por causa da neve. Restam-nos os meses fora da estação fria. Sendo que, preferencialmente, um roteiro de viagem de mota pelos Pirenéus será mais agradável fora da época alta. Nos meses de Julho e Agosto, como em todo o hemisfério norte, o mundo sai à rua. O movimento das estradas e serviços é muito maior, os preços de alojamento e serviços são muito superiores e calor para andar de mota será uma certeza.
Restam-nos a Primavera entre Maio e meados de Junho, e o Outono entre meados de Setembro a Outubro. E aqui há o dilema: queremos atravessar os Pirenéus com a beleza das montanhas nevadas? Ou preferimos os bosques com as cores mágicas de Outono e os picos montanhosos desnudos do branco? Num Outono perfeito poderemos encontrar um misto dos dois.
A nossa preferência foi o Outono
Para a nossa preferência pessoal, a nossa escolha recaiu sobre o Outono no mês de Outubro. Os dias poderão ter menos horas de luz, mas podemos garantir que se esforçarão para as fazer valer. Iluminando-nos as paisagens com a perfeição da estação e a luz que é única no ano. As temperaturas são mais amenas, e o fato de Inverno vai ser necessário para viajar. Mas, para nós, esta é a situação perfeita.




Seguro da mota
Este roteiro de viagem de mota pelos Pirenéus, contempla a passagem por Andorra. Este é um país que algumas seguradoras não tem incluído na na carta verde que agora é branca. Por isso é necessário verificar se o teu seguro da mota inclui Andorra. Caso contrário é necessário fazer um pedido de extensão territorial.
Seguro de viagem
Sempre foi nosso hábito fazer um seguro de viagem quando viajamos e os Pirenéus não são excepção. Apesar da assistência em viagem da mota, é importante ter consciência que um seguro de viagem é muito mais completo, abrange muito mais circunstâncias e conta com capitais seguros infinitamente superiores em caso de necessidade. Já para não falar que, nas viagens com pendura, a assistência do seguro da mota é praticamente inexistente. Para esclarecer melhor esta questão consulte aqui o nosso artigo já publicado.
Para os dias deste roteiro, existem planos a por pessoa a partir de 20 Eur. Pelo valor simbólico não vale a pena arriscar a cruzar fronteiras sem uma salvaguarda em caso de problemas. Por seres nosso leitor, ao seguires este link ainda estarás a ajudar o blogue a continuar o seu projecto e receberás 5% de desconto na Iati no valor total da apólice e 5% de desconto na Heymondo. Simula os valores para as datas da tua viagem em ambas e escolhe a melhor para ti (é só clicar em cima de cada link laranja e verde respectivamente)
Dados móveis ilimitados
Quando saímos do país deparamo-nos com as limitações de alguns tarifários, principalmente no que à utilização de dados móveis diz respeito. Como tal, encontrámos a solução para essa questão e, na maior parte do mundo temos à disposição internet ilimitada no estrangeiro. Com o eSIM da Holafly podes utilizar o nosso código de desconto 5% QUILOMETROINFINITO ou seguir o link aqui. (Verifica se o teu smartphone suporta eSim). Em viagem deixas de ter preocupações com limites de dados.
De referir que este eSIM te dá dados móveis ilimitados mas não faz milagres na cobertura da rede móvel. Quando não há rede de telefone, não há internet e, nas montanhas longe das povoações isso é uma certeza. Se viajas sem um GPS e dependes dos mapas no smartphone para navegação, vais precisar na mesma de descarregar os mapas offline.
Bombas de gasolina
Não importa se a frequência de bombas de gasolina é muita. No caso do João, ele só abastece quando a mota entra na reserva. Os Pirenéus tem uma boa rede de postos de combustível, mas eles estão nos meios povoados. Ainda assim, quando estás a fazer uma estrada de alta montanha, é normal que não as encontres. Eu diria para abastecer com boas margens de autonomia, ou sempre que se sobe um a estrada de montanha mais longa. Mas é claramente um caso de: ”faz o que eu digo mas não faças o que eu faço”.

Pagamentos
No que às bombas de gasolina diz respeito, o tema leva-nos ao método de pagamento. As de pagamento automático são muito comuns e isso quer dizer que o pagamento com cartões ”normais” nos deixará um saldo cativo. Em média 150 a 200Eur é o valor cativo do cartão para poder abastecer depois. No final, será devolvida a diferença entre a gasolina colocada e o valor máximo cobrado para garantir o abastecimento. Dependendo do cartão utilizado, essa diferença será regularizada na hora ou poderá demorar até 20 dias úteis consoante o banco. Para resolver esta questão, utilizamos sempre em viagem cartões recarregáveis tipo Wise, Revolut ou Moey. Com a vantagem de estarem associados a uma aplicação de gestão no nosso smartphone e, em países fora da zona euro, não cobrarem taxas e comissões de pagamentos.
Se não tens um, segue o nosso link para um cartão grátis Wise aqui. No nosso caso gostamos de ter sempre duas opções, caso alguma dê erro no pagamento, e por isso também temos um cartão Moey e o nosso link aqui dá-vos 10eur na adesão. Também utilizamos o Revolut, mas actualmente não temos nenhum link de oferta para vós.
Alojamento numa viagem de mota pelos Pirenéus (com parque seguro)
Abaixo partilhamos as nossas opções de alojamento durante a viagem de mota pelos Pirenéus. De referir que é para nós factor de exclusão a falta de um parque de estacionamento seguro. Se estamos em cidades uma garagem, ou parque fechado, é obrigatório. Quando estamos nas zonas de montanha ou aldeias damos preferência a lugares onde a nossa mota possa dormir num local recatado, mesmo que seja na rua. Esta é uma das medidas de segurança que adoptamos e que, milhares de quilómetros depois, nos têm afastado de preocupações. Sob o lema: se os olhos não vêem, o coração não sente. Referindo-nos aqui aos olhos dos amigos do alheio.
O factor seguinte é a higiene, e por isso utilizamos o Booking para fazer a nossa selecção, consultar de imediato a localização sobre um mapa e conhecer avaliações de outros hóspedes. A nossa preferência recai para alojamentos em lugares remotos, longe de centros de cidades. Gostamos da tranquilidade das aldeias e dos alojamentos mais pitorescos. Geralmente também têm preço inferior o que nos faz optmizar o custo de uma viagem. Normalmente nas etapas de ligação, optamos por hotéis maiores, porque têm um horário de check in mais alargado.


Dia 1-
Onde dormir em Tafalla
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Dia 2 –
Onde dormir em Benasque, Cerler
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Dia 3 –
Onde dormir em Andorra
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Dia 4 –
Onde dormir em Cap Creus
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Dia 5 –
Onde dormir em Ax-Les-Thermes
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Dia 6 e 7 –
Onde dormir em Adast
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Dia 8 –
Onde dormir em Col du Somport
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Dia 9 –
Onde dormir em San Sebastian
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Roteiro de viagem de mota pelos Pirenéus
Dia 1 – Batalha – Tafalla | 850km, 9 horas condução
Se dispõem de mais dias para fazer uma viagem de mota pelos Pirenéus, estes dias (primeiro e último) de etapas de ligação desde Portugal ao Norte de Espanha, são facilmente optimizados, distribuindo os quilómetros fora das auto estradas. Por sua vez, com o tempo limitado, recorremos à técnica habitual de atravessar as auto estradas num longo dia. ”Ai mas Patrícia eu não gosto de auto estradas!” Olha, nem eu! Mas gosto de viajar e não tenho tempo infinito. Por isso, não há milagres. Resta-nos agradecer por elas existirem. De outra forma complicariam a nossa tarefa de fazer mais com menos dias.
Roteiros possíveis de compatibilizar caso disponham de mais dias livres para viajar: Roteiro pela Cantábria e País Basco ou Roteiro pelo Românico Palentino.
Dia 1-
Onde dormir em Tafalla
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Dia 2 – Tafalla – Benasque, Cerler | 370 km, 7 horas condução
Chegámos no dia anterior por volta das 11 horas da noite ao Sercotel Hola Tafalla, e se acompanharam a nossa partilha nas redes sociais, sabem que foi com a R1300GS na reserva. Por isso, mal saímos da garagem do hotel, procurámos uma bomba de gasolina em Tafalla para alimentar a Valdirene.
A R1300GS, da Santogal BMW Motorrad de Carnaxide, que trouxemos para nos acompanhar na nossa viagem de mota pelos Pirenéus, tem um depósito de 20 litros. Em vez dos 30 litros da sua irmã GSA e dos 25l da RT e da K1600GT. E isso faz com que a sua autonomia baixe em relação às motos que normalmente nos acompanham, e de cerca de 350km em 350km estamos a visitar bombas de gasolina.
Escolhemos a R1300GS conhecendo essa questão, já que não foi a primeira vez que com ela fizemos quilómetros. Somos ambos apaixonados pelo motor, e comportamento dinâmico, da nova trail da marca alemã. Quisemos testar o conforto para condutor e pendura ao longo de muitos dias de viagem seguidos, em diversos tipos de estradas. E baptizámo-la de Valdirene.

É Outono em Tafalla
Parece que nos deixámos enganar pelo sol radioso que espreitámos pela manhã da janela do nosso quarto. Os cinco graus de temperatura no visor da mota não deixavam dúvidas de que parar para vestir camadas era tão urgente quanto abastecer.
Estamos no rumo da Transpirenaica e Tafalla foi a cidade que escolhemos para iniciar o nosso modo passeio. É também o ponto de transição na paisagem. Passando das planícies imensas onde o Deserto de Navarra se destaca, às montanhas que se avistam no horizonte, anunciando a chegada à cordilheira pirenaica. Esta é também parte da rota vinícola da nobre região de La Rioja. O nosso caminho para as montanhas desenrola-se entre planaltos revestidos de vinhedos e luxuosas quintas vinícolas.

Sierras de San Juan de La Peña y Peña Oroel
Fizemos um pequeno desvio pelas Sierras de San Juan de La Peña y Peña Oroel para visitar o Mosteiro de San Juan de la Peña. Um mosteiro localizado na província de Huesca que é considerado o berço do Reino e Aragão, e um dos mais importantes mosteiros da Alta Idade Média. É constituído por duas partes após um incêndio que o devastou no século XVII: o Mosteiro Novo e o Mosteiro Velho.
Locail de sepulcro de monarcas aragoneses e muitas lendas associadas ao Santo Graal, é no Mosteiro Velho que a riqueza arquitectónica mais nos fascina. Encastrado numa parede rochosa de altura infinita, a igreja pré-românica e os seus claustros detalhadamente esculpidos convidam-nos a visitar. A sua localização num denso e verdejante bosque faz com que todo o percurso para a ele chegar seja uma estrada panorâmica. E quando chegamos ao ponto mais alto, são os picos do Parque Natural Valles Occidentales que avistamos no horizonte.


Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido
De Biescas para Torla, de Torla para Ainsa-Sobarbe com um centro histórico onde é obrigatória uma paragem. De Ainsa-Sobarbe para a rota circular por aquele que é um dos mais famosos lugares do Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido: o Cañón de Añisclo.
Este é um dos parques nacionais mais antigos de Espanha e, nos finais do século passado, foi declarado Património Mundial pela UNESCO. Apresenta a geologia característica dos Pirenéus, e as suas montanhas calcárias determinam que desfiladeiros de rios e cascatas se multiplicarão ao longo da sua extensão.
A água é o principal agente modelador da paisagem, seja ela no estado líquido ou no sólido na época de neve. Com uma vasta e activa rede hidrográfica, não admira que a natureza ali forme peculiares formações, apenas possíveis de admirar em ambientes equivalentes. Por ser um local de afluência de visitantes, e acesso muito sujeito a derrocadas, não só apenas é possível visitá-lo num sentido de trânsito como é possível encontrar o acesso fechado.


Mirador Cañón de Añisclo
Ainda assim, do alto do Mirador Cañón de Añisclo conseguimos ter um panorama para o desfiladeiro a nossos pés e encontrar um ponto de saída da montanha onde não é rápido chegar. É fácil entender porque o João estranha que 50 km demorem mais de uma hora a percorrer nesta zona. Assim o estima o nosso Garmin Zumo XT2. .
Saímos da região com a certeza de que é no mundo fora de estrada que encontraremos o expoente máximo da sua beleza. Mas, para isso, será necessário voltar com um 4×4 e umas botas de caminhada. Se o vosso roteiro o permitir, definam a paragem em Torla para pelo menos 2 noites e mergulhem no coração do Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido e seus trilhos.
No que ao Cañón de Añisclo diz respeito, numa viagem de mota, não só a estrada para a ele chegar é estreita e curvilínea, como a qualidade do piso deixa muito a desejar. Mesmo viajando com uma mota de trail com uma suspensão de maior curso, é impossível não praguejar dentro do capacete. Sabem aquelas estradas que não são off road nem on road? Assim é todo o roteiro circular em torno dos percursos pelo Cañón de Añisclo.

Benásque / Cerler
É o curso do rio Ésera que nos rouba o rumo até ao final do nosso dia, em Cerler. Cruzamos o mágico desfiladeiro em Congosto de Ventamillo para terminar o dia a admirar o vale de Benásque no miradouro da montanha. Cerler é a pequena aldeia que cresce em torno da estância com o mesmo nome. E é no centro histórico, de casas e ruas feitas de pedra que estacionamos no Hotel Casa Cornel. Mesmo a tempo para um radioso pôr-do-sol, e umas costeletas de cordeiro grelhadas na brasa no Restaurante Braseria El Rincón.



Dia 2 –
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Dia 3 – Benasque, Cerler – Andorra | 240 km, 4 horas condução
Não é que estivesse um calor especial na nossa saída de Benasque pela manhã. Neste Outono soalheiro, as temperaturas médias pela montanha andam em redor dos 10º. Sentimo-nos muito bem com o nosso equipamento de Inverno vestido. Mas a passagem do Vale d’Aran para a subida de Baqueira Beret lembrou-nos o que era frio a sério.
As luvas quentes que deixámos no top case, dando preferência às frescas, fizeram falta. A paragem na montanha para a troca e um chá quente era imperativa. A Valdirene anunciava -2 graus de temperatura exterior e eu diria que a sensação térmica estava bem abaixo. O sol também desapareceu… e pelo que avistava no horizonte, parecia ter ido para França. Nós estávamos debaixo de nuvens negras com ar determinado em ficar por todo o dia.
Vale D’Aran e Baqueira Beret
Pelos quilómetros de curvas que se seguiram, Baqueira Beret arrefecia cada vez mais. Começava agora a crer que as previsões de neve para o período a tarde começavam a fazer sentido. Estava um pouco rabugenta. Assim fico quando tento fotografar a paisagem e só apanho marcos de betão, postes da luz, etc. Altamente intervencionada revelando a afluência que por ali haverá às estâncias de ski.
No que à pendura diz respeito o fascínio fica noutro lugar. Nos percursos fora de estrada que avisto na montanha e comento com o João que por ali o caminho deverá ser mais panorâmico. Mas os Michelin Anakee Adventure que equipam a GS1300, determinam que não há aventura off road para ninguém! Ao contrário do que o nome leva a crer, são pneus mistos que toleram um estradão. Para fora de estrada a sério teríamos e ir para a gama de pneu de taco. Fica para a próxima!
Quilómetros depois, a percorrer o Port del Cantó numa temperatura mais simpática dentro da escala do frio, ambas as nossas barrigas anunciavam a entrada na reserva. E ambas tem pouca autonomia depois disso! O Restaurante la Borda uns quilómetros adiante foi o eleito.
Era apenas meio dia e os espanhóis ao meio dia ainda estão a tomar o pequeno almoço. Mas vamos tentar a sorte. Pensei. E foi de facto uma sorte. Quer a escolha do restaurante de forma aleatória, quer a chegada muito antes do horário das reservas que o encheriam em breve. No fundo de uma sala com paredes de pedra, e mesas com toalhas de quadrados brancos e vermelhos, avistava-se um grande grelhador de lenha. Foram as melhores costeletas de cordeiro que comemos.

Andorra
Se esta é a vossa primeira viagem pelos Pirenéus, não podíamos deixar de incluir e recomendar Andorra como paragem para este dia. No nosso caso, já muitas outras vezes cruzámos os Pirenéus por Andorra. Por isso, desta vez tomámos novo rumo. A partir e La Seu D’Urgell, continuámos a N260 rumo ao

Dia 3 –
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Dia 4 – Andorra – Cap Creus| 330 km, 7 horas condução
Col de la Creueta
Foi na subida do Col de la Creueta que tirei pela primeira vez a minha câmara par filmar a estrada. Isso deve dizer algo sob a minha opinião até então acerca da rota: monotonia. Não é que não haja beleza no percurso, claro que sim. Mas para quem já viajou pelo Norte de Espanha outras vezes, até então encontra paisagens muito equivalentes. Tornando aquele sentimento de fascínio e novidade mais difícil de surgir. Mas na fase de planeamento, também suspeitei que seria daqui em diante (e na passagem para França) que iria encontrar algo surpreendente.
A montanha abre-se no horizonte e a paisagem fica desnuda. O Col de la Creuta desenrola-se em altitude com largos panoramas que conseguimos avistar num dia de céu tão limpo. De um lado as imponentes montanhas onde em breve mergulharemos, do outro a sensação de que o céu já se confunde com o mar onde terminaremos o dia.


Cadaquès e a Praia de Salvador Dali
O sol estava a desaparecer no horizonte quando chegámos a Cadaqués. Por fim à beira do mar Mediterrâneo e nos arredores da Punta de Cap Creus. O Hotel Calina na faz-nos lamentar não ser Verão. A localização numa pequena enseada onde Salvador Dali viveu a maior parte da sua vida convida a um mergulho na estação quente. Agora no Outono, resta-nos apreciar o sol a desaparecer no horizonte e a tranquilidade com cheiro a mar.


Dia 4 –
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Dia 5 – Cap Creus – Ax-les-Thermes | 250 km, 6 horas condução
O acesso à Punta de Cap Creus é controlado. Na fase de planeamento do nosso roteiro de viagem de mota pelos Pirenéus, definimos a divisão considerando a passagem em Cap Creus fora dos dias com proibição de circulação. Em época alta, apenas é permitida a passagem a quem realizar uma reserva no restaurante no local. Em época baixa, os fins de semana e feriados são os únicos dias com proibição. Esta informação está em constante actualização. Por isso é sempre importante consultar a página oficial aqui. O local é vigiado por câmaras de segurança.



Col de Belitres e a rota costeira entre Girona e Perpignan
São dezenas de pequenas enseadas rodeadas por pitorescas vilas. São dezenas de quilómetro de percursos panorâmicos à beira mar. A N260 que atravessa os Pirenéus quase na sua totalidade, aqui se transforma numa rota a não perder. Entre as mil e uma curvas e piso soberbo, é uma zona para desfrutar da condução sempre com o mar à vista.




Col de Lagastère
Não havia uma estrada mais pequena para inserir na rota de hoje? Ria o João enquanto subia as colinas de vinhedos de que o Col de Lagastère é feito. É uma espécie de Douro Vinhateiro mas à beira mar! E uma gratificante recompensa para quem ousa sair dos percursos mais turísticos.


Port de Pailhères
Vindos da rota vinícola francesa à beira do mar Mediterrâneo, rapidamente os Pirenéus nos absorvem novamente por entre bosques cerrados, desfiladeiros de rios e altas montanhas. E parece que toda esta cordilheira permanece inteiramente viva nas profundezas da Terra, já que damos por nós numa rota de banhos termais de águas quentes. Rios que deitam fumo, cheiram a enxofre e banham por toda a extensão vilarejos aninhados na floresta, onde estâncias termais se encontram. E, apesar do sol que nos ilumina o caminho, o frio que se faz sentir é bem convidativo a banhos termais.
Chegámos ao Port de Pailhères, e a silhueta da estrada na montanha já nos faz começar a rir (ver vídeo aqui). Por um lado, o João brinca comigo imaginando-me ali na minha mota. Eu continuo a rir porque sei que é ele que tem de conduzir! Mas não deixo de ficar com pena de não estar eu a conduzir. Tenho plena noção de que esta rota pela Transpirenaica me deixaria curada depois de percorrer tanta estrada com necessidade de condução mais técnica.




Dia 5 –
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Dia 6 – Ax-les-Thermes – Adast | 350 km, 7 horas condução
Port de Lers, Cole de la Core, Col d’Agnes e Col de Balés
Já no dia anterior tínhamos sentido que entrámos na nossa parte preferida da região. Mesmo sem ainda ter terminado o nosso roteiro de viagem de mota pelos Pirenéus. Toda a montanha na zona francesa, é feita de infinitos bosques de folha caduca. Atravessá-los, é respirar em primeira mão a pureza do ar que transformam e a beleza da sua existência. E se no Port de Pailhères nos apaixonámos à primeira vista, a rota deste dia continua a manter-nos o sentimento.
Percorremos o Port de Lers e o Col d’Agnes logo pela manhã. Com um desvio ao Vale D’Aran para o Col du Portillon e um almoço. Os franceses tem paisagens que valem a pena, mas o mesmo não se pode dizer acerca da sua gastronomia. Pelo menos no que ao nosso palato diz respeito. Precisávamos de um caldo quente e mais umas costeletas de cordeiro. E foi na pequena vila de Les, no Restaurante Es Bahns que encontrámos o aconchego gastronómico.




O Col d’Aspin e o pôr-do-sol no Col du Tourmalet
Subimos o Col d’Aspin já na hora em que todos se posicionam para contemplar o pôr-do-sol. Mas nós queríamos ir vê-lo no topo do Tourmalet! Afinal, era na descida para Luz-Saint-Sauveur que iríamos dormir pelas próximas duas noites. Também por isso, este foi um dia mais longo. Para chegarmos a um local onde fizesse sentido um roteiro circular no dia seguinte.
Ainda bem que ambos têm uma excelente qualidade de piso e largura de estrada. Caso contrário, teríamos chegado antes no nascer e não no pôr-do-sol. Até então, se o Garmin Zumo XT2 nos diz que 50km demorarão mais de uma hora a percorrer, é porque o percurso promete trabalhos intensivos ao condutor.


No topo do Tourmalet
Faltavam cerca de 20 minutos para o sol desaparecer nas montanhas quando estacionámos a R1300GS ao pé da placa: Col du Tourmalet. A nossos pés, estava o imenso desfiladeiro que de seguida desceríamos (vídeo aqui). É por momentos como este que tenho sempre em mim a certeza de que viajar pelo o Outono me dará muitos mais momentos de fotografia épicos. Apesar de nenhum deles conseguir representar a verdadeira beleza e dimensão do momento.
A temperatura ronda os 6 graus no topo do col e assim que o sol for embora a descida será mais drástica. Mas ao contrário do calor, o frio o nosso equipamento consegue resolver. Chegámos já de noite ao Gardenhill Cosy. Um pequeno estúdio que alugámos na pacata vila de Lau Balagnas. E elegemos um local com cozinha para poder fazer uma comida de conforto que tão bem nos sabe quando estamos longe de casa (vídeo aqui).




Dia 6 e 7 –
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Dia 7 – Adast – Cirque du Gavarnie – Adast| 150 km, 4 horas condução
Em todos os nossos roteiros, sempre que possível, reservamos lugares para pernoitar pelo menos duas noites. É uma forma de descansar em viagem, evitar uma manhã de tetris nas malas com a bagagem e fazer um roteiro circular com a mota mais leve. Este seria o nosso dia de relaxar, portanto! Mas eu suspeito sempre desses dias… Nunca tivemos nenhum em que efectivamente tivéssemos descansado, muito pelo contrário. É um dia curto em quilómetros mas longo em actividades.
Os cerca de 150km da rota do dia, incluem a ida e regresso a muitas estradas panorâmicas sem saída entre as montanhas que rodeiam Adast. Luz d’Ardiden, Hautacam, Col de Tentes, Gavarnie Gedre, etc. Pelo caminho, locais de imensa riqueza natural como o Cirque du Gavarnie e o Pic de Tentes escondem tesouros naturais acessíveis apenas por caminhada.
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Cirque du Gavarnie
O Cirque du Gavarnie é um anfiteatro glaciar na parte francesa dos Pirenéus e está classificado como Património Mundial da UNESCO. É um dos locais mais visitados dos Pirenéus franceses para contemplar a parede de cerca de 420 m de altura de onde cascatas jorram água directamente da montanha.
Se por um lado o Outono adiciona uma luz mágica adicional à nossa rota, e nos reserva um tempo mais estável, por outro, o facto de estarmos no final da época seca deixa estes lugares com menos água. Isso fez com que deixássemos para outra época do ano a caminhada de cerca de 4km para visitar as cascatas de Gavarnie.


Valle de Heas numa viagem de mota pelos Pirenéus
A estrada de acesso ao Valle de Heas, e seu anfiteatro panorâmico no topo, podia entrar directamente par o nosso Top de Piores Melhores Estradas da Europa. A lista onde colocamos muitos do lugares que conhecemos com acessos feitos por estradas miseráveis, mas que nos conduzem a panorâmicos, e inesquecíveis recantos. Cremos que vale todos os quilómetros percorridos, mesmo que alguns deles sejam a desviar de deformações ou buraco no piso.



Col de Tentes
O Col de Tentes é outra rota de França sem saída pavimentada para Espanha, Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido. Para chegar ao topo, o percurso é feito de curvas e contra curvas com soberbas vistas para a cordilheira central dos Pirenéus. Ir e vir não será repetir uma estrada, será apreciar a mesma nas distintas paisagens que apresenta consoante o sentido. Uma pequena caminhada a partir do Col de Tentes, termina na fronteira geográfica com a vizinha Espanha, no Port de Boucharo.
A caminhada de registo fácil, totaliza cerca de 4km (ida e volta) numa vertente fabulosa da montanha. Nós decidimos fazê-la com os fatos da mota o que eu diria equivaler a 20km em roupa de pessoas normais.
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Dia 6 e 7 –
Onde dormir em Adast
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Dia 8 –Adast – Col du Somport|250 km, 5 horas condução
Col du Soulor e Col D’Aubisque
Deixámos para trás Argelès-Gazost nos arredores de Adast, para subir novamente as montanhas. Aquele roteiro maluco quando colocado sobre um mapa certo? Vamos a caminho de Laruns passando pelo Col du Soulor e Col d’Ausbique. São duas das passagens de montanha mais famosas num roteiro de viagem de mota pelos Pirenéus, e entendemos porquê assim que as percorremos.
Há já 8 dias nas cores de Outono, por elas continuamos na passagem do percurso escavado no alto da montanha. Sucedem-se túneis rochosos, como se fossem molduras da estrada. Todos de curta extensão que permitem igualmente ver a paisagem no seu final. Olhamos para baixo e as copas das árvores estão ao nosso lado.




Canfranc Estacion numa viagem de mota pelos Pirenéus
A Estação Ferroviária de Canfranc (ver vídeo aqui) é um dos mais fabulosos locais que visitámos durante a nossa viagem de mota pelos Pirenéus. A estação foi construída em 1915 com o intuito de unir França e Espanha pelo Somport. Durante a Guerra Civil Espanhola ficou sob comando do exército de Franco e foi encerrada de forma a impedir a passagem para o país.
Reaberta durante a Segunda Guerra Mundial, o lado francês ficou sob o controlo nazi, enquanto o espanhol se manteve no domínio de Franco. Em Canfranc na época os comboios transportavam principalmente tungsténio (volfrâmio) utilizado para reforçar o aço em material militar. Em troca, toneladas de ouro nazi entravam em Espanha.
Hoje em dia, e após um brilhante restauro, a estação de Canfranc é um hotel de luxo com um restaurante em funcionamento num dos vagões do antigo comboio. Uma experiência a considerar, especialmente nas épocas do ano em que os preços se tornam mais agradáveis. Se viajas em época baixa, ou gostavas de ter uma experiência diferente a dormir num local histórico, consulta aqui a disponibilidade e preços: Canfranc Estacion.



A Transumância no Col du Somport
A transumância é uma prática antiga que consiste na deslocação sazonal de animais (vacas, ovelhas, etc) entre as pastagens de verão e inverno. No Verão os rebanhos são levados para a montanha onde a vegetação é mais verde, temperaturas mais amenas e água mais abundante. Com a aproximação do Inverno, e a chegada da neve às montanhas, o gado é guiado de volta para as planícies e vales onde os campos voltar a estar verdes. Esta prática pode envolver longas distâncias e faz-se pelas estradas que descem/sobem a montanha.
Neste caso, em pleno Col du Somport, encontrámos um rebanho que iniciava sua caminhada de mais de 30km. No inicio, pareceu-nos ter entendido mal a distância. Mas como durante cerca de meia hora fizemos parte do rebanho, tivemos tempo para conduzir a R1300GS desligada na descida, e conversar com os simpáticos pastores. Assim que o Col du Somport deu uma ajuda, ultrapassámos as ovelhas, em manobras de contorno à beira do precipício! Merci! Au revoir. (ver vídeo aqui)

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Dia 8 –
Onde dormir em Col du Somport
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Dia 9 – Col du Somport – San Sebastian| 300 km, 6 horas condução
Col de la Pierre Saint Martin e Larra Belagua
Quando subimos pela manhã o Col de la Pierre Saint Martin, encontrámos um dia sombrio de Outono (ver vídeo aqui). O primeiro nesta viagem de mota pelos Pirenéus. Se podíamos contornar a montanha? Podíamos. Mas costumo sempre dizer que, senão sairmos com medo da chuva, perderemos os raios de sol. E, apesar das condições para viajar de mota serem mais desafiantes e perigosas, ajustamos a condução às circunstâncias e mergulhamos na beleza misteriosa de um dia de nevoeiro cerrado naqueles bosques outonais. Nunca saberemos se será um daqueles dias de neblina persistente ou se, a determinada altitude, viajaremos por cima das nuvens.
As estradas nos Pirenéus têm uma característica diferente dos Alpes. Enquanto uma estrada de alta montanha nos Alpes se prolonga com o mesmo nome por dezenas de quilómetros, pelos Pirenéus muda de nome algumas vezes. Tornando mais difícil de acompanhar e memorizar todos! Col de Labays, Col de la Pierre Saint Martin e Larra Belagua são os que seguem um rumo aproximadamente semelhante. Mas é nos últimos dois que a estrada se alarga e o piso melhora. E onde, para nós, o sol espreitou acima das nuvens.





Puerto de Larrau, Col Bagargiak e Col d’Irau
Mais do que o piso molhado, aquilo que incomoda mais são mesmo os testemunhos deixados para trás pelo gado que pasta na montanha. A noite foi chuvosa. Apesar do sol estar a tentar marcar a sua posição, os pavimentos pelo Puerto de Larrau, Col Bagargiak e Col d’Irau estão escorregadios. A mim, dá-me mais tempo para fotografar a paisagem. Ao João, que está a conduzir, obriga-o a parar para ver. Mas são também estes momentos de transição entre o sol e a chuva que iluminam as paisagens de cores e brilho que dificilmente veríamos de outra forma.
Entramos na zona do País Basco e, seja do lado francês seja do lado espanhol, ali encontrámos a nossa outra parte preferida dos Pirenéus. As montanhas tornam-se mais caóticas e os planaltos entre elas revestem-se de verde. A proximidade ao mar, e os humores da estação, dão-lhe uma beleza especial, e no horizonte verdejante o gado pasta pacificamente. Ouvimos o tilintar dos chocalhos, mesmo com o boxer a trabalhar. Ora entre bosques densos ora entre descampados enormes, as estradas sobem e descem numa percentagem de inclinação que solicita mais do que o normal toda a capacidade de travagem da GS1300. Seja com o motor, seja com ambos os travões.




Cabo Higer e a Praia da Concha em San Sebastian
Eu diria que foi na nossa viagem de mota pela Galiza, onde encontrei uma larga maioria de faróis que de facto se encontram em zonas panorâmicas. Ao longo dos anos, parece que em todos os outros que nos vão saltando ao caminho, encontramos apenas descuido, muito mato por cortar e paisagens naturais desrespeitadas pela intervenção humana.
Ora o Cabo Higer é só mais um desses. ”Ai mas oh Patrícia é aí que termina/começa uma viagem de mota pelos Pirenéus”. Até pode ser, mas se eu soubesse o que vos estou agora a partilhar, não tínhamos lá posto as rodas. É tão desinteressante que mal se vê o mar, e até uma fotografia me esqueci de tirar. Também, incrédula, ainda confirmei umas quantas vezes no mapa, se por acaso não me tinha enganado no local.
Fomos ambos a resmungar até San Sebastian uns quilómetros ao lado. A concluir que, a rota da transpirenaica do Quilómetro Infinito termina na Praia da Concha. A comer uns pinchos no centro histórico da cidade. Bom apetite!
Dia 9 –
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Mapa detalhado do roteiro de viagem de mota pelos Pirenéus
Para consultar o mapa em detalhe, cliqua sobre ele ou utiliza o canto superior direito para abrir directamente na página do Google Maps. Poderás fazer o zoom necessário para ver a rota em pormenor ou exportar para o GPS como preferires. Clicando no canto superior esquerdo, é também possível ler a legenda do mapa em detalhe. Pretendes utilizar este mapa no teu aparelho de navegação e não sabes como o fazer? Consulta aqui o nosso artigo já publicado.
Tens um GPS Garmin e queres criar uma rota navegável a partir do nosso track? Consulta aqui o nosso tutorial que mostra como o fazer: Como criar rotas num GPS Garmin? Route ,Track e a utilização de um GPS no máximo potencial
- Duração do roteiro: 10 dias de viagem
- Total de quilómetros: aproximadamente 4000km

Roteiros compatíveis caso disponham de mais dias para viajar e não quiserem fazer a ida e volta em etapas de ligação por auto estradas:
- Roteiro viagem de mota pela Galiza | Norte de Espanha
- Roteiro no País Basco e Cantábria | Norte de Espanha
- Românico Palentino e a Cordilheira Cantábrica | Norte de Espanha






