Antes do roteiro da nossa viagem de mota pelos USA, que ficará também disponível no blogue para que possam seguir, vamos partilhar a informação relevante importante para preparar uma aventura do outro lado do oceano. Documentação a tratar, estimativa de custos, como alugar uma mota, bagagem e equipamento, etc. A página do Instagram do Quilómetro Infinito tem também criados vários destaques onde as partilhas diárias no decorrer da viagem estão sempre gravadas, para consultarem sempre que quiserem.
O roteiro foi a nossa última preocupação
Há tantos anos que sonhávamos com uma viagem de mota pelos USA que, quando por fim se tornou possível, o planeamento foi apenas um pequeno detalhe. Afinal, tantos mapas consultados, tantos livros e revistas lidos, tantas notas no nosso mapa das Américas, e o nosso roteiro já há muito que estava na nossa mente, completamente bem definido.
Para um destino cuja dinâmica de viagem desconhecíamos, e completamente fora da nossa zona de conforto, decidimos que os nossos dias seguiriam a unir o máximo de pontos do nosso interesse possíveis, sem grande preocupação em definir início e fim concretos. Os Estados Unidos são imensos e, serão precisas muitas vidas para um dia os conseguir conhecer por completo. Ainda assim, nesta nossa pequena incursão de duas semanas, ficámos a conhecer algumas práticas, tivemos de tratar de alguns documentos, e deparámo-nos com experiências que queremos partilhar. Desejando desta forma que, quando chegar a vossa hora de cruzar o oceano, as nossas dicas vos facilitem a vida numa viagem de mota pelos USA.
Viajámos para São Francisco, na costa Oeste dos USA, para um roteiro circular em torno dos parques naturais. Califórnia, Arizona, Utah e Nevada foram os estados por onde andámos. Agora, 7000km depois, aqui partilhamos muita informação prática.



Alugar mota nos Estados Unidos
Para duas semanas de viagem de mota pelos USA não ponderámos enviar a nossa mota. Os custos de envio, e logística, associada só compensam (na nossa opinião) se a viagem for de longa duração. Caso contrário a forma mais fácil é alugar uma mota nos USA.
Para isso recomendamos que recorram aos serviços da EAGLERIDER. A EAGLERIDER é uma agência de Tours & Rentals que tem representação por dezenas de cidades espalhadas por todos os USA: São Francisco, Boston, Chicago, Los Angeles, Las Vegas, Orlando, Miami, Seattle, etc. Para onde quer que pensem voar, acreditem que uma EAGLERIDER estará por perto.
Aluga vários tipos de motas, e várias marcas (Harley Davidson, Yamaha, Ducati, BMW), a partir de 80USD por dia. Em função do número de dias os preços têm desconto e, ao longo do ano, várias promoções são anunciadas no site da EAGLERIDER. No nosso caso particular, escolhemos a Harley Davidson Electra Glide. Na América quisemos ser americanos, e não há nada mais americano do que uma Harley Davidson.

Dica: Além de aluguer de motas, a EAGLERIDER tem também lojas de equipamento que podem comprar e/ou alugar no momento do levantamento da mota, caso não queiram viajar de avião com o vosso.
Como alugar mota nos Estados Unidos?
A partir do site EAGLERIDER, basta selecionar as datas da viagem, o ponto de recolha e entrega (que pode ser em locais diferentes), seleccionar as opções de seguro que querem incluir, fazer o pagamento online e imediatamente no email recebem a confirmação da reserva.
Mais próximo da data da viagem, irão receber no email a opção de check in online, que agilizará no momento da recolha todo o processo. No check in online serão pedidos os vossos documentos (carta de condução) e mais alguns dados pessoais. Receberam também no email um vídeo explicativo acerca do modelo que escolheram alugar.
Dica: se pretendem chegar aos USA directos do aeroporto para levantar a mota, tenham em atenção a hora da EAGLERIDER no local. Em função da zona do país, podem ter agências abertas todos os dias e outras que fecham em alguns dias.
Documentos a tratar numa viagem para os USA
Visto para os Estados Unidos – ESTA
Para uma viagem de mota para os Estados Unidos, com o passaporte português, é necessário ter um visto para entrar no país. Essa formalidade tem de ser tratada antes de viajar e recomendamos que seja feita com a antecedência possível. O site oficial recomenda pelo menos 3 dias antes do voo, pois no controlo de passaporte no aeroporto, o visto para os USA já estará associado e há que dar tempo às entidades para processar a informação.
O visto para os Estados Unidos chama-se ESTA (Electronic System Travel Authorization) e é solicitado neste site aqui. Tem um custo de 20 dólares por pessoa e, no nosso caso, ficou confirmado em poucas horas após a submissão.
Se já viajaram para alguns países da lista de ”inimigos” dos USA, como por exemplo o Irão, o processo não é tão rápido e simples. Envolve burocracia adicional e uma reunião na embaixada dos USA em Lisboa. Aqui informação.
Seguro de viagem
Viajar de mota para os Estados Unidos (ou sem mota) não requer um seguro de viagem obrigatório. Mas é altamente recomendável já que é um dos países do mundo com o acesso à saúde mais caro. Como tal, fazer um seguro de viagem com um bom capital de despesas médicas cobertas é essencial. Um dia num hospital americano pode chegar aos 100 mil dólares e, por isso, os seguros tradicionais com os médios 50 mil euros de capital seguro são totalmente insuficientes. Assim como dispendiosos para as condições fracas que incluem.
Desta vez viajámos cobertos pela Heymondo, uma nova seguradora a trabalhar no mercado português, mas com já alguns anos de existência noutros países europeus. Consideramos ser agora uma das melhores opções do mercado para o destino. Além de muitas coberturas específicas a um seguro de viagem (cancelamentos, atrasos, perda de transporte, etc) têm um excelente capital para aquela que consideramos ser a cobertura mais importante: capital de despesas médicas de 6 milhões de euros no seu plano máximo. É também importante incluir despesas médicas resultantes de um acidente de mota e a Heymondo não faz exclusão à nossa forma preferida de viajar.
Para melhor noção do custo de um seguro de viagem, indico que uma semana nos Estados Unidos varia entre os 50 a 70eur por pessoa nos planos de maiores coberturas da Heymondo. Não vale a pena arriscar viajar sem seguro e, ao seguir o nosso link, os nossos leitores têm 5% de desconto adicional sempre em todas as compras: 5% desconto aqui.
Dica: Qual o plano Heymondo a contratar? Recomendamos o Heymondo Top ou Heymondo Premium.
Carta de Condução Internacional
A necessidade de carta de condução internacional para cidadãos portugueses com permanência nos USA inferior a 90 dias não é clara. Mas foi um dos documentos que nos foi solicitado pela EAGLERIDER. Como pretendíamos viajar por vários estados, sabendo de antemão que nos USA é muito comum que cada um tenha as suas próprias leis, não quisemos arriscar viajar sem a carta de condução internacional, nem a ter argumentações locais acerca da sua eventual exigência legal ou não.
Somos sócios do Automóvel Club de Portugal e deslocámo-nos a um dos seus balcões para tratar desse assunto. Levámos uma foto tipo passe e, sem filas ou recurso a serviços públicos de horas de espera, trouxemos de imediato o documento. Custo da carta de condução internacional no ACP: 55 Eur.

Viagem de avião para os USA
Voos, bilhetes e bagagem
Existe uma infinidade de opções de voos para os USA. Dependem sempre das datas, da disponibilidade e orçamento individual, assim como da cidade onde fará sentido começar uma rota.
No nosso caso, voámos ida e volta para a cidade se São Francisco na costa oeste dos USA. O principal motivo foi a existência de um voo directo da Tap a partir de Lisboa. Em cerca de 13h de voo aterrámos na cidade americana, e estávamos prontos para começar o nosso passeio, sem necessidade de escalas. Para o mesmo roteiro poderíamos ter voado para Las Vegas, Los Angeles, San Diego ou Salt Lake City. O vosso seria mais económico mas também teria escalas.
O voo Lisboa – São Francisco rondou os 800 eur por pessoa ida e volta, com bagagem de mão. Os preços dependem sempre das datas das reservas, disponibilidade, promoções no momento, etc. Podes procurar aqui as melhores opções para as tuas datas:
Qual a nossa opção para a bagagem de mão?
Na bagagem de mão do avião podemos transportar uma mala das dimensões indicadas no site de cada companhia, e um artigo pessoal (mala mais pequena). Os sacos Touratech (capacidade 30litros) foram a nossa opção para transportar a bagagem cumprindo as regras. Neles colocámos tudo o que precisaríamos para as duas semanas de viagem.
O equipamento de motociclista (fatos e botas) foram vestidos no avião. Por debaixo do fato vestimos a roupa técnica que nos permite despir o fato mas continuar vestidos (Klim Agressor Calças aqui e Klim Agressor Camisola aqui). Num voo de longa duração despimos o fato depois de entrar no avião. Os capacetes foram transportados na mão dentro dos sacos de transporte, e aproveitámos para lhes colocar mais coisas no interior.
Porquê a escolha dos sacos Touratech? Porque além de serem o volume ideal, pensámos também na eventual necessidade de os levar na mota presos com Rok Straps, caso a capacidade de bagagem da Harley fosse pequena. Como não impermeáveis também nãohaveriam preocupações se chovesse.
Essa questão não se colocou e, depois de distribuída a bagagem pela mota, ficámos com um saco vazio que colocámos no top case da Harley, com um saco cheio por cima. O conteúdo do saco vazio ficou distribuído pelas malas laterais, dentro dos sacos flexíveis de transporte dos capacetes.


Entrada nos USA – USA Customs and Border Protection
A entrada nos USA requer um controlo fronteiriço para não residentes após a saída do avião. A fila de controlo pode demorar algum tempo e por isso é necessário contar com esse atraso. No nosso caso, estivemos cerca de uma hora à espera pela nossa vez de controlo de passaporte e perguntas de segurança.
O que vamos fazer ao país? Trazemos comida? A primeira pergunta foi de resposta pacífica a segunda obrigou-nos a ir a outro controlo raio-x. Levámos connosco sandes de panado e maças caseiras e, pelos vistos a entrada de comida no país e altamente controlada. Ficaram apreendidas no aeroporto por segurança. Imagino que eles estejam preocupados com eventuais bichezas invasoras. Se levam comida, sejam honestos acerca disso ou deixem tudo no lixo no avião. Para que não surjam problemas ou demoras.
Quando fazer uma viagem de mota pelos USA?
A nossa viagem de mota pelos USA foi realizada na última semana de Outubro e primeira de Novembro, ou seja: no Outono. Nesta época, as temperaturas são mais frias e, quanto mais proximidade ao mês de Novembro, mais risco de estradas fechadas nos parques nacionais se corre. A maioria deles são zonas de montanha a elevadas altitudes, onde neva no Inverno.
Consideramos que o Outono (Setembro e Outubro) e a Primavera (Abril e Maio), são as melhores estações e meses para viajar pelos USA. Desta forma, além dos cenários mágicos que cada estação proporciona, beneficia-se também da menor afluência de pessoas aos parques nacionais. O que resulta também em preços de estadias mais económicos.
Os meses de Verão (Julho e Agosto) são, na nossa opinião, os meses a evitar. Não só pelas elevadas temperaturas em muitas zonas, como pelos milhares de pessoas que por elas circulam.
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Entradas em parques nacionais nos USA
Os parques naturais nos USA têm todos entradas pagas. Qualquer que seja a estrada de acesso, terá uma porta de entrada onde haverão as cabines para pagamento e/ou apresentação de documentos. Os preços variam entre os 25 USD e os 30 USD por veículo. (O preço é por veículo e não por pessoa). Como no nosso visitámos um total de 9 parques naturais, compensou adquirir o passe America the Beautiful.
O America the Beautiful é um cartão que é válido por um ano, inclui entradas ilimitadas nesse período por todos os parques nacionais dos USA. Tem um preço de 80USD e pode ser comprado em qualquer entrada dos parques nacionais.

Porque evitar viajar em época alta nos parques nacionais
No decorrer da nossa viagem fomos consultando os sites oficiais de cada parque nacional para consultar eventuais alertas (abertura de estradas, previsões climatéricas, eventual necessidade de permissões).
Ao planear uma visita a um parque nacional nos USA é necessário verificar se é necessária uma reserva. Alguns parques nacionais usam um sistema de entrada para controlar o tráfego e permanência de veículos. Outros utilizam reservas para controlar o acesso a um edifício ou recurso natural. As reservas são geralmente realizadas em: Recreation.gov e, caso se viaje em datas com reserva necessária recomendamos que seja feita com muita antecedência. Em algumas datas em época alta (Julho e Agosto ou épocas festivas), podem esgotar com meses de antecedência.
A necessidade de permits em época alta é também um indicador da enorme afluência de pessoas ao local. Dadas as filas de trânsito e movimento que os parques nacionais recebem, não são essas as épocas que recomendamos para viajar de mota. No decorrer da nossa viagem entre Outubro e Novembro, não tivemos necessidade de realizar nenhuma reserva (seja ela de estacionamento, acesso a trilhos pedestres ou visita a um miradouro). A nossa experiência pelos parques nacionais dos USA foi feita em total liberdade de circulação, e paragem.

Qual o equipamento a levar para uma viagem de mota pelos USA?
Equipamento condutor e pendura
O equipamento a levar para uma viagem de mota pelos USA vai depender da época da vossa viagem. Os estados por onde andámos podem ser extremamente quentes no Verão ou extremamente frios no Outono e Primavera. Já no Inverno, é impossível cumprir o nosso roteiro pelos USA por causa das estradas fechadas com neve.
Viajámos no Outono com temperaturas médias nas montanhas entre os -5º a 5º entre a noite e o dia, com eventuais zonas de menor altitude entre os 15º a 20º. Como tal, viajámos com equipamento de Inverno e camadas térmicas. Eis as opções de equipamento na nossa viagem de mota pelos USA.
Patrícia (pendura)
- Klim Artemis GTX
- Klim Solstice 3.0 camisola
- Klim Solstice 1.0 calças
- Klim Flux Jacket
- Botas Daytona Lady Star GTX
- Meias merino Woolpower
- Luvas Assault Pro Scott
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João (condutor)
- BMW Motorrad GS Dry
- Botas Daytona Road Star GTX
- Rukka Motorsport Active R
- Luvas Rukka Bexhill GTX
- Luvas Klim Induction
- Klim Agressor 3.0 Camisola
- Meias merino Woolpower
Dica: Se viajarem durante o Verão, necessitarão de equipamento de Verão e fatos ventilados.
Orientação e Navegação numa viagem de mota pelos USA
Como já é habitual levámos connosco em viagem o nosso GPS Garmin Zumo XT2, com o suporte e ligações necessárias para instalar facilmente noutra mota: o cabo de alimentação Garmin com opção USB e tomada de isqueiro, kit de acessórios fixação ao guiador RAM, assim como o suporte para moto Garmin.
Utilizámos o Garmin Zumo XT2 com o mapa dos Estados Unidos durante as duas semanas de viagem sem qualquer contratempo. Todas as nossas rotas foram criadas de dia para dia no Basecamp de forma a utilizar o GPS, e suas opções de navegação, no seu máximo potencial. Como criar rotas num GPS Garmin? Vê aqui a informação.
Além do GPS que nos acompanha levamos também sempre connosco um mapa em papel do país que visitamos. Por isso, incluímos nas nossas bagagens o mapa USA West by Marco Polo.

Dica: não recomendamos que dependam apenas do smartphone para navegação. As temperaturas extremas em muitas horas de condução e a falta de acesso a rede móvel vão condicionar a vossa viagem. Caso não queiram levar o vosso GPS, ou não possuam, a EAGLERIDER disponibiliza motas para alugar com GPS incluído.
Cartão virtual de dados móveis – Internet Ilimitada
Para viajar para os Estados Unidos e ter internet ilimitada a preço acessível de forma muito prática, utilizámos o eSIM da Holafly. O eSIM da Holafly é um cartão virtual internacional que fornece dados móveis para ligação à internet sem necessidade de um cartão físico. O nosso blogue tem uma parceria activa com a marca e, por isso, podem comprar um eSIM da Holafly com o nosso código de desconto 5% QUILOMETROINFINITO ou segue o link aqui. (Verifica se o teu smartphone suporta eSIM)

Circulação nas estradas e bombas de gasolina
Em grandes cidades seja em lugares mais tranquilos, a circulação nas estradas durante uma viagem de mota pelos USA é bastante tranquila. Não só são todas de excelente qualidade, como os condutores são respeitosos. Conduzir nos USA é muito tranquilo.
No que diz respeito às bombas de gasolina, a frequência com que aparecem difere drasticamente de zona para zona. Assim como o preço. Nas zonas povoadas existe uma grande oferta a preço equivalente, nas zonas de montanha e parques nacionais podem haver mais de 100km sem bombas de gasolina. Quando aparecem, podem ser o dobro do preço.
Como tal, sugerimos que abasteçam sempre com boas margens de autonomia. Estão com o depósito a meio numa área povoada mas estarão prestes a entrar na montanha? Não o façam antes de abastecer.



Pagamentos nas bombas de gasolina numa viagem de mota pelos USA
É de evitar o abastecimento com pagamento automático na bomba. Porque a cada utilização a concessão cobra uma franquia (entre os 150 USD a 200 USD) que devolve passados muitos dias, mesmo em pagamentos com o cartão Moey ou Revolut. A nossa opção foi o pagamento na caixa ao operador sempre que possível. Como todas funcionam em pré pagamento, na maioria das vezes comprávamos 20 USD de gasolina (mais ou menos a capacidade do depósito da Harley na data). Caso o abastecimento fosse de 16 USD a diferença seria devolvida para o cartão posteriormente. Sempre a melhor opção para ficar com menos saldo cativo.
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Dinheiro e pagamentos
É sempre boa prática viajar com a moeda local na carteira. Por isso para uma viagem pelos USA recomendamos levantar dinheiro num multibanco local. Quer para levantar dólares, quer para pagamentos, não recomendamos a utilização dos cartões de débito e crédito tradicionais, já que as elevadas taxas e comissões que cobram rondam em média os 10% do valor ou mais, dependendo do banco.
Em viagem, e para pagamentos numa outra moeda, utilizamos os cartões recarregáveis Moey e Revolut para o efeito. A sua base de funcionamento é concebida para viajantes, e ambos não cobram taxas nem comissões. Convertem o pagamento baseado no câmbio do dia e são a opção mais justa de pagamentos. Utilizamos os dois pelos Estados Unidos e, quando um não funcionava, utilizávamos o outro. Recomendamos que tenham sempre duas opções de pagamento pelo menos.
Dica: Ao fazer o cartão Moey com o nosso código ganhas 10 €.
Reservas em hotéis
Fizemos todas as reservas através do site Booking. Os preços dos alojamentos pelos USA não são baratos, por sua vez, ao utilizar o Booking conseguimos ter uma melhor noção sobre o mapa do preço da região pretendida. É necessário ler sempre as condições da reserva porque alguns alojamentos cobram as chamadas taxas de resort (por exemplo em Las Vegas), que são habitualmente somadas ao preço por noite.
No momento do check in existe também sempre uma franquia a pagar além da estadia. Chamam-lhe a taxa para ”incidentals”. É um valor que ronda os 20USD a 150USD consoante o local, e que fica cativo por um período de tempo (pode demorar cerca de 20 dias) até ser devolvido, caso no quarto não se encontrem danos. Dada a quantia significativa, para uma viagem de 10 estadias pelos USA, é necessário contar com uma média de 1000 dólares que poderão ficar retidos no saldo durante algumas semanas, até serem devolvidos.
No decorrer da nossa viagem pelos USA, pelos estados da California, Nevada, Utah e Arizona, reservámos apenas alojamentos com classificação acima de 9.0 na plataforma Booking. De forma geral, encontrámos uma boa relação qualidade preço (média 150USD em época baixa) nos hotéis das cadeias: Holiday Inn, Fairfield by Marriot e Hyatt Inn.
Quanto custa uma viagem de mota pelos USA
Viajar para os Estados Unidos não é barato, é um facto. O que torna a viagem mais dispendiosa é a distância que nos obriga a apanhar um avião para lá chegar e alugar uma mota. Duas despesas que habitualmente não temos a viajar pela Europa. Ainda assim, os custos de uma viagem variam sempre das escolhas de cada um, e da disponibilidade financeira.
A viagem que fizemos pode custar muito mais, ou muito menos, alterando algumas escolhas: se viajar menos dias, se optar por voos com mais escalas, se alugar uma mota mais barata, se optar por estadias em lugares mais económicos (ou até mesmo acampar) e se escolher cozinhar as minhas próprias refeições, o orçamento necessário para uma viagem equivalente desce drasticamente.
A reciproca é verdadeira para todas as escolhas que se podem fazer que tornam uma viagem mais cara. As nossas escolhas não têm de ser as vossas mas, deixo uma ideia da média de valores por pessoa de cada parcela abaixo para que possam orçamentar a vossa própria viagem. Para conversão dos dólares em euros considerando o valor do câmbio do dia consultar aqui: Conversor de Moeda.
- Bilhetes de avião Lisboa – São Francisco – Lisboa 800 Eur com bagagem de mão
- Visto USA (ESTA) 21 USD
- Seguro de viagem 100 Eur ( 5% desconto aqui.)
- Aluguer da mota a partir de 80 USD até 300USD (há várias promoções ao longo do ano na EAGLERIDER)
- Cartão Internet Ilimitada 5 Eur/dia (5 % desconto com o código QUILOMETROINFINITO)
- Alojamento média 150USD noite/APA
- Refeições num restaurante 30 USD/pessoa
- Preços do supermercado: 3 vezes mais caro do que a média em Portugal
- Gasolina 3,80 USD/ galão aprox 1 Eur/litro
- Entrada Parques Nacionais (América the Beautiful) 80USD
Viagem de mota pelos Estados Unidos
Viajar de mota pelos Estados Unidos não é uma viagem de alcance simples. Não gostamos de romantizar a realidade e, por isso, temos de partilhar esse facto. Ainda assim, reforçamos que o mundo está preparado para todas as carteiras e que, viajar com muito dinheiro é simples. Difícil é mesmo fazer ginástica com um orçamento reduzido.
Há muitos anos que sonhávamos vir aos Estados Unidos, mas tinha de ser de mota. A espera valeu cada momento e o que muito recomendamos é mesmo que nunca parem de sonhar, desejando para todos vós que um dia, também consigam realizar os vossos sonhos.
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Muito bom sim senhora, ainda bem que foram numa altura sem confusão.
Actualmente encontro-me a viver nos Estados Unidos e posso afirmar que a maioria dos condutores são tudo menos cordiais na estrada, para eles não existem traços contínuos, sinais vermelhos, regras de prioridade e muito menos respeitam as motos, tiveram muita sorte e ainda bem.
Já fizemos a Route 66 há uns anos mas na nossa bucket list estão os parques que visitaram.
Pergunto se estão a pensar partilhar o track que utilizaram?
Forte abraço e beijinhos.
Jorge
Boa tarde Jorge. Já publicámos o roteiro integral num outro artigo no blogue. Boas curvas pelos USA