Portugal de Norte a Sul pela mítica Estrada N2

A Rota Património da Estrada N2. Em Castro Verde, Alentejo.

A Estrada N2

A Estrada N2 é a mais longa estrada de Portugal e uma das mais extensas do mundo. Ao longo de 738 km percorre Portugal de lés-a -lés entre Chaves, no Norte, e Faro, no Sul, e é considerada uma das mais míticas rotas de sempre. Percorrê-la de mota é a garantia de dias em beleza, passando por alguns dos mais fabulosos recantos do país.

Porque é portuguesa com certeza, não representa apenas um percurso carregado de séculos de existência e tradição, é também um roteiro panorâmico e gastronómico pelo país que tanto nos oferece.

Desfrutar de cada quilómetro numa viagem de mota é o que muito recomendamos, com a promessa de uma viagem fabulosa pelo desfile de diversidade de paisagens de norte a sul.

A Rota Património da Estrada N2. Em Castro Verde, Alentejo.
A Rota Património da Estrada N2. Em Castro Verde, Alentejo.

Todos os 33 municípios que integram na rota da Estrada N2 têm algo único que os distingue. Monumentos, paisagens naturais, locais de interesse religioso, termas, etc.

No que à gastronomia diz respeito, essa podemos referir que é única pelas tradições locais, mas com o mesmo padrão de qualidade e sabor de Norte a Sul. Portugal é para nós o melhor lugar do mundo para saborear uma refeição dos deuses e, um bom repasto, é o complemento perfeito a qualquer bom passeio.

Dedique uns dias a explorar o interior rural do país, por aquela que é considerada a Estrada Real desde finais do século XIX. O percurso por onde outrora monarcas atravessaram Portugal, numa verdadeira expedição de aventura. Hoje em dia, apesar de merecer muito mais cuidado do que lhe é prestado, encontra-se pavimentada em toda a sua extensão, e não perder nenhum quilómetro é essencial.

Segue-se o roteiro pelas diversas regiões de Portugal. Das montanhas da região de Trás os Montes aos socalcos do Douro. Pela região das Beiras, os vinhedos do Dão e seu património histórico único, às longas planícies pelos campos de cultivo do Alentejo. Do Barrocal algarvio ao fim do percurso, nas mais belas praias do sul do país.

O percurso pela Serra da Lousã na Estrada N2.
O percurso pela Serra da Lousã na Estrada N2.

Mapa Interactivo da Estrada N2

Para consultar o mapa em detalhe, clique sobre ele ou utilize o canto superior direito para abrir directamente na página do Google Maps. Poderá fazer o zoom necessário para ver a rota em pormenor.

Ao percorrer a N2, vai reparar que ao longo da maioria do seu trajecto, os marcos nas bermas indicam o nome da estrada e o quilómetro onde se encontra. Mesmo sem GPS, é fácil deixar-se guiar e desfrutar sobre rodas de uma estrada única.

No Alentejo pela Estrada N2
A Rota Património da Estrada N2. Em Castro Verde, Alentejo.

Sugere-se especial atenção à rota na zona centro do país, entre Santa Comba Dão e Penacova. O antigo percurso da Estrada N2 coincide com o traçado do actual IP3. Esta é uma etapa pouco sinalizada, por onde seguir o trajecto exacto poderá tornar-se confuso caso não esteja desperto para essa situação.

Optámos por seguir o rumo à Barragem da Aguieira, onde quilómetros à frente e, enquanto percorremos as margens do rio Mondego, voltamos a encontrar a N2, na pequena aldeia de Raivas, às portas de Penacova.

Quando ir e quanto tempo para percorrer a N2?

Quando ir

Portugal é um país por onde andar de mota é possível o ano inteiro. Quando ir é uma questão apenas de disponibilidade, pois no que a limitações diz respeito, não há nenhuma que nos impeça de o fazer em qualquer estação.

É um facto que durante o Inverno os dias são mais curtos e o frio que se faz sentir poderá tornar uma viagem menos agradável. Por sua vez, durante o Verão, o calor extremo nos diversos pontos do país, em especial no Alentejo, poderá tornar a viagem mais desgastante.

As nossas estações preferidas para viajar de mota por Portugal em tão grandes distâncias, são o Outono e a Primavera. São também nessas que os espectáculos de cores que a natureza nos oferece, tornam qualquer lugar com um brilho especial e distinto a cada ano.

Quanto tempo

Percorrer a N2 merece todo o tempo que lhe possa dedicar. Actividades não faltarão, assim como novos locais a visitar e descobrir ao longo de toda a sua extensão. Pode optar por um percurso com mais dias de viagem e aproveitar as termas no Norte, os turismos rurais do Douro e Dão, explorar as Aldeias de Xisto, as praias fluviais do Alentejo e as mais fabulosas praias de Portugal no Algarve. De certo que num roteiro de 10 dias terá imensas actividades para conciliar com um passeio de mota.

Por sua vez, para um percurso de menor duração, consideramos que 4 dias de viagem é o tempo mínimo para percorrer todos os quilómetros, e mesmo assim aproveitar para visitar pelo caminho alguns dos melhores locais de Portugal. É para esta duração que de seguida apresentamos o roteiro, que poderá estender conforme desejar.

Dia 1 – Chaves – Vidago – Vila Real – Santa Marta de Penaguião – Peso da Régua – Lamego – Castro Daire – Viseu | 180 km 

Foi a partir de Chaves e no Km 0 que iniciámos o nosso percurso pela mais longa estrada do país. No Norte de Portugal, Chaves é a cidade de alma romana banhada pelo Tâmega. A Ponte de Trajano que atravessa o rio, é a imagem da cidade desde os tempos da invasão romana na Península Ibérica.

Desde Chaves até aos socalcos do Douro, percorre-se uma vasta região termal que nos apela para uma visita atempada. Vidago e Pedras Salgadas são duas grandes estâncias termais por onde desfrutar da natureza é recomendado.

Deixámos os momentos de relaxamento para outra oportunidade, afinal, a rota ainda mal tinha começado e impunha-se a adrenalina de a percorrer até ao mais ínfimo quilómetro.

Locais de interesse histórico em Chaves

Sugestão de Alojamento em Chaves

Cidade de Chaves. Ponte de Trajano.
Cidade de Chaves. Ponte de Trajano sobre o rio Tâmega.
Estação de Pedras Salgadas na Estrada N2.
Estação de Pedras Salgadas na Estrada N2.

Na chegada a Vila Real, a grande cidade capital da província de Trás-os-Montes e Alto Douro, espreitam-nos as serras do Alvão e Marão que outros tesouros escondem. Majestosas e imponentes, são rainhas de uma paisagem verdejante e de relevo acentuado, que nos fazem suspeitar que por lá, o percurso não será menos soberbo. Lá voltaremos para lhes dedicar toda a nossa atenção.

Locais de interesse histórico em Vila Real

Sugestão de Restaurante em Vila Real

Santa Marta de Penaguião

Seguimos a N2 até Santa Marta de Penaguião e a entrada no Alto Douro Vinhateiro é sempre um momento alto de qualquer roteiro. A estrada desenha-se em contornos retorcidos, por entre a complexidade da paisagem modelada pelo homem ao longo dos anos. Entramos em pleno pelos  socalcos do Douro, que nos iluminam o dia, e cujo percurso nos proporciona quilómetros de um desfile panorâmico. A paisagem única valeu à região a nobre distinção de Património Mundial da UNESCO. 

Santa Marta de Penaguião. Pela Estrada N2 no Alto Douro Vinhateiro.
Santa Marta de Penaguião. Pela Estrada N2 no Alto Douro Vinhateiro.
Santa Marta de Penaguião. Pela Estrada N2 no Alto Douro Vinhateiro.
Santa Marta de Penaguião. Pela Estrada N2 no Alto Douro Vinhateiro.

Segue-se a cidade de Peso da Régua, nas margens do rio por onde os vinhedos não têm fim. De águas calmas e profundas, o Douro segue o seu curso até desaguar na Foz no Porto e nós seguimos para sul, rumo ao Algarve. Atravessamos a ponte pela Estrada N2, de olhos na sua imponente e moderna vizinha inserida no traçado da auto estrada A24.

Em Peso da Régua nas margens do Rio Douro.
Em Peso da Régua nas margens do Rio Douro.
Em Peso da Régua nas margens do Rio Douro.
Em Peso da Régua nas margens do Rio Douro.

Lamego

As montanhas que rodeiam o Douro, escondem as pequenas estradas que as contornam em traçados curvilíneos. Percorrem os pequenos vilarejos, atravesssam as encostas de vinhas e pomares, e oferecem um desfile em altitude sobre os largos horizontes que delas se observam.

Estrada N2. Serra da Lousã
Estrada N2.

Uma das grandes características da N2, é o facto de nos levar sempre ao melhor do património português. E a chegada a Lamego é outro exemplo perfeito. As imensas escadarias do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios convidam-nos a uma paragem. Visitamos um distinto monumento religioso elevado numa encosta, entre os verdejantes jardins que o enquadram em sintonia.

Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. Lamego
Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. Lamego

Locais de interesse histórico em Lamego

Viseu

A histórica cidade de Viseu é o coração da região e é a entrada oficial na região vinícola do Dão. Berço de alguns dos melhores vinhos nacionais, é também uma cidade fácil de explorar seguindo a N2. Tranquila e rica em tesouros da nossa história, inspira a um passeio pelas estreitas ruas de edifícios tradicionais portugueses. Por lá pernoitámos e terminámos o nosso primeiro dia de viagem pela estrada real.

Pela Estrada N2 na Sé de Viseu.
Pela Estrada N2 na Sé de Viseu.
Pela Estrada N2 na Sé de Viseu.
Pela Estrada N2 em Viseu.

Locais de interesse histórico em Viseu

Sugestão de Restaurante em Viseu

Sugestão de Alojamento em Viseu

Dia 2 – Viseu – Santa Comba Dão – Vila Nova de Poiares – Góis – Sertã – Pedrogão Grande – Vila de Rei – Ponte de Sor – Montargil | 280 km 

A manhã começou seguindo o rumo à Serra da Lousã e por lá, são as aldeias de Aldeias de Xisto que embelezam o caminho. As vinhas do Dão ficaram para trás e agora são os sobreiros, as cerejeiras, os castanheiros, pinheiros e carvalhos que dominam a paisagem.

Voltámos a um percurso em altitude, rodeados de declives abruptos e de encostas profundamente sulcadas por linhas de água. A Barragem do Cabril merece uma visita e este é o relevo propício a uma estrada sinuosa e panoramas elevados.

A N2 foi traçada tendo em conta o enquadramento paisagístico, unindo estrategicamente pontos povoados e de interesse histórico, com uma geometria que alimenta a alma de qualquer roteiro em duas rodas.

Estrada N2. Em Góis.
Estrada N2. Em Góis.
Ponte Real sobre o rio Ceira em Góis.
Ponte Real sobre o rio Ceira em Góis.

Dica: Apesar de não ter sido um dos locais eleitos para pernoitar, o Parque de Campismo de Góis apresenta uma excelente localização e apela a uma estadia por entre a natureza e à beira do rio Ceira, para os adeptos de camping.

A partir da região de Góis, entramos na Serra da Lousã e nas imensas manchas de pinhal e muitas mais de eucaliptos. Apesar dos incêndios devastadores do último Verão, esta é uma zona cada vez mais caracterizada pela plantação de eucaliptos.

O percurso entre Viseu, Sertã e Vila de Rei, o centro geodésico de Portugal, são quilómetros de uma estrada fabulosa que nos eleva o prazer de condução por uma estrada de excelente qualidade. A despedida das curvas sucessivas até à derradeira entrada no Alentejo.

Estrada N2. Serra da Lousã
Estrada N2. Serra da Lousã
Miradouro de Vila de Rei. Centro Geodésico de Portugal. Estrada N2
Miradouro de Vila de Rei. Centro Geodésico de Portugal. Estrada N2

Locais de interesse histórico na Sertã

Sugestão de Restaurantes na Sertã

Para lá do Tejo

Em Abrantes e por uma ponte sobre o rio Tejo, seguimos para a entrada no Alentejo. As montanhas e as estradas curvilíneas em altitude ficaram para trás, e entramos na parte do roteiro onde a tranquilidade da paisagem nos oferece o que de melhor da região: a calmaria.

Sucedem-se as rectas e as tímidas curvas, mas o panorama é soberbo e emocionante. As pequenas aldeias caiadas de branco dão vida à região pelas cores variadas com que alternam os contornos das portas e janelas.

Castro Verde. Estrada N2
Castro Verde. Estrada N2

Atravessam-se olivais, florestas de sobreiros e carvalhos. Observam-se as vacas, os porcos, as ovelhas e tantos outros animais que pastam pelos campos, que alternam as cores consoante a estação. Do amarelo dourado nas estações secas, à cor das flores silvestres que por eles se avistam.

A nossa viagem foi realizada durante a Primavera. A nossa estação do ano preferida para visitar o Alentejo e o espectáculo de cores que por lá se observa, enquanto as elevadas temperaturas não anunciam a chegada do Verão.

Em Ponte de Sor na com a chegada da Primavera. Estrada N2
Em Ponte de Sor com a chegada da Primavera. Estrada N2
Em Ponte de Sor na com a chegada da Primavera. Estrada N2
Em Ponte de Sor com a chegada da Primavera. Estrada N2
Em Ponte de Sor na com a chegada da Primavera. Estrada N2
Em Ponte de Sôr com a chegada da Primavera. Estrada N2

Barragem de Montargil

A N2 guia-nos até à barragem de Montargil resultante das águas que fluem do rio Sôr. Construída com o principal objectivo de irrigar os campos, é um local onde se reúnem visitantes para as mais diversas práticas. Pesca, remo, praticantes de vela e banhistas em busca das praias fluviais são alguns exemplos. Nós, procuramos o panorama da N2 que a acompanha por quilómetros.

Local por onde terminámos o nosso segundo dia de viagem pela rota património. Se a percorrer durante os meses de Verão, este é também o local ideal para desfrutar das praias fluviais e ficar alojado num dos inúmeros alojamentos à beira rio.

Sugestão de Alojamento em Montargil

Dia 3 – Montargil – Mora – Brotas – Montemor-o-Novo – Santiago do Escoural – Alcáçovas – Aljustrel – Castro Verde – Almodôvar | 200 km 

De novo na estrada pelo coração do Alentejo. Por aqui, a paisagem alentejana muda gradualmente de pequenos aglomerados de florestas e olivais, para extensos campos de cereais que se perdem nas colinas.

Junto à N2, ficam as árvores junto às bermas que formam um túnel natural, por onde se espreitam os horizontes. Acompanham-nos por quilómetros e são os locais de interesse histórico que nos quebram o padrão.

Estrada N2. Entre o Escoural e Castro Verde.
Estrada N2. Entre o Escoural e Castro Verde.
Estrada N2. Entre o Escoural e Castro Verde.
Estrada N2. Entre o Escoural e Castro Verde.
Estrada N2. Entre o Escoural e Castro Verde.
Estrada N2. Entre o Escoural e Castro Verde.

Fizemos um ligeiro desvio à rota da N2 que muito aconselhamos. Conhecemos alguns lugares esquecidos da região que merecem uma paragem de contemplação. A Anta de Pavia e a Anta do Livramento, são dois monumentos megalíticos que se encontram nos arredores da N2, que nos transportam momentaneamente para outros tempos.

Anta Pavia – Mora

Actualmente convertida na Capela de São Dinis, a Anta de Pavia é um monumento megalítico localizado no centro da pequena vila de Pavia, em Mora. Merece um pequeno desvio ao trajecto da N2, para contemplar uma das antas mais importantes do país, originalmente erguida entre o século IV e o III milénio a.C.

Anta de Pavia. Monumentos megalíticos pelo Alentejo.
Anta de Pavia. Monumentos megalíticos pelo Alentejo.
Anta de Pavia. Monumentos megalíticos pelo Alentejo.
Anta de Pavia. Monumentos megalíticos pelo Alentejo.

Anta do Livramento – Santiago do Escoural

De construção que remete ao mesmo período neolítico da Anta de Pavia, segue-se na região de Santiago do Escoural a Anta do Livramento. Reconvertida em Capela para o culto de Nossa Senhora do Livramento, este monumento é parte da História de Portugal e testemunho de como os povos adaptaram as construções pré-existentes à religião dominante.

Anta do Livramento. Monumentos megalíticos pelo Alentejo.
Anta do Livramento. Monumentos megalíticos pelo Alentejo.
Anta do Livramento. Monumentos megalíticos pelo Alentejo.
Anta do Livramento. Monumentos megalíticos pelo Alentejo.

Alcáçovas

A N2 atravessa o coração histórico da pequena aldeia de Alcáçovas. A rota que facilmente passa despercebida se não seguir rumo ao centro, onde se escondem as jóias do povoado.

As ruas desenvolvem-se por entre ruas de calçada portuguesa, entre o casario branco rodeado de cores vivas, que nos guiam até à Igreja Matriz de Alcáçovas e à pequena Praça do Paço Real e da Capela das Conchas. Um pequeno jardim de notória arquitectura original árabe, de recantos trabalhados e laranjeiras em redor.

Igreja Salvador de Alcáçovas. Estrada N2
Alcáçovas. Estrada N2
Igreja Salvador de Alcáçovas. Estrada N2
Igreja Salvador de Alcáçovas. Estrada N2
Jardins do Paço Real e Igreja das Conchas. Em Alcáçovas.
Jardins do Paço Real e Igreja das Conchas. Em Alcáçovas.

Almodôvar

Terminámos o nosso dia na região de Almodôvar num tradicional monte alentejano que muito recomendamos. Ligeiramente desviado do itinerário principal da N2, o próprio caminho para lá chegar já é merecedor de um desvio.

Um local de alma alentejana, inserido numa pequena floresta de sobreiros, é sem dúvida um belo local para terminar um dia sobre rodas. As refeições caseiras servidas no local são deliciosas e estacionar a mota por aqui é um encanto.

Monte Alentejano. Almodôvar
Arredores de Almodôvar. No Monte Góis.
Arredores de Almodôvar. A Caminho do Monte Góis.
Arredores de Almodôvar. A caminho do Monte Góis.

Locais de interesse histórico em Castro Verde

Sugestão de Restaurante em Castro Verde

Locais de interesse histórico em Almodôvar

Sugestão de Alojamento em Almodôvar ou Castro Verde

Dia 4 – Almodôvar – Ameixial – São Brás de Alportel – Estói – Faro | 75 km

A partir de Almodôvar segue-se uma nova mudança de geometria e relevo da Estrada N2. É a entrada na parte do percurso classificada como Rota Património e atravessa a serra do Caldeirão. Diríamos que, este troço se insere no mesmo patamar de diversão sobre rodas do percurso pelo Douro Vinhateiro.

Atravessando a Serra do Caldeirão e o Barrocal algarvio, o roteiro até Loulé desenrola-se sobre curvas e contra curvas. Um traçado alucinante pelo coração das remotas montanhas da região do Algarve, de estrada desafiante e inclinada, por onde conduzir é um misto de prazer sobre rodas com o desafio à caixa de velocidades.

Serra do Caldeirão. Estrada N2
Serra do Caldeirão. Estrada N2
Serra do Caldeirão. Estrada N2
Serra do Caldeirão. Estrada N2
Serra do Caldeirão. Estrada N2
Serra do Caldeirão. Estrada N2

Na região de São Brás de Alportel é o Palácio de Estói que apela a uma visita. A uma curta distância da rota património, é um local actualmente convertido em Pousada de Portugal, onde se observa um dos mais belos palácios do mundo.

Palácio de Estói. Algarve
Palácio de Estói. Algarve

Sugestão de restaurante nos arredores de São Brás de Alportel

Esta é a derradeira despedida da Estrada N2, e onde nos despedimos das curvas alucinantes antes da chegada a Faro, de olhos postos no mar e na ria Formosa. No Algarve e na região de muitas das mais belas e melhores praias do país, entramos num local com muito a  explorar e muito a saborear. Sugerimos que como nós, comemore o final de um grande percurso rodeado de uma bela mesa algarvia. Abaixo, deixamos as nossas escolhas de restaurantes sempre que visitamos a zona.

No Algarve. Praia do Barril
No Algarve. Praia do Barril

Sugestão de Restaurante arredores de Faro

Sugestão de Alojamento em Faro

 

Terminamos mais um grande roteiro para uma viagem de mota por Portugal. Abaixo deixamos outras sugestões para viagens em duas rodas:

 

Se gostou deste artigo e souber de alguém que também possa gostar, partilhe clicando no botão das redes sociais abaixo. Estará a ajudar-nos a divulgar e a continuar a nossa existência. O nosso muito obrigado desde já e boas curvas!

42 Replies to “Portugal de Norte a Sul pela mítica Estrada N2”

  1. Já Passeei pela N2 em muitas ocasiões e, como está bem patente neste guia, há sempre coisas novas para descobrir. Muito obrigado por esta V. partilha, tão útil!

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Sim, também nós e encontramos sempre um cantinho onde ainda não tínhamos estado. Obrigado!

  2. Olá. Ja não é a primeira vez que leio artigos do vosso blogue, e fico sempre entusiasmado. Eu e a minha esposa somos amantes recentes deste amor que não se entende nem se explica, de andar em duas rodas a desfrutar paisagens, cheiros, e sensações diversas. Andamos de mota há apenas 2 anos, mas temos muita vontade de compensar o tempo perdido 🙂
    Este ano estamos a pensar fazer a EN2. Será possível partilhar connosco os tracks de GPS? Temos uma BMW com o GPS original, por isso não devermos ter problemas em carregar. Muito obrigado desde já pela vossa colaboração e pelas partilhas que fazem no vosso blogue.

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Olá Helder! Muito obrigado pela sua mensagem e desejo as maiores felicidades nessa nova paixão das viagens de mota. Nós não temos o GPS da BMW, é um Garmin. Mas a rota da N2 nãoa fizemos seguindo o GPS, fomos assim meio que seguindo as placas eheh (na verdade não somos muito adeptos de GPS). Lamento não poder partilhar mais consigo, como sabe partilhamos tudo o que sabemos e conseguimos com a maior da boa vontade. O nosso mapa que está no artigo, têm a rota ao detalhe que pode abrir e editar no Google Maps.. não sei se conseguirá exportar para o software do seu GPS.. é uma questão que não domino, lamento.

      1. Muito obrigado de qualquer das formas pela resposta. Eu próprio não sou muito dominador destas tecnologias, mas se depois tiver sucesso nesta missão, partilho convosco. Obrigado e boas curvas

  3. boa noite. parabéns pela pagina. conhecem alguma aplicação para se ver graficamente em 2d a altitude de uma localidade até á outra?

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Olá boa noite Nelson.. Infelizmente não, lamento.

  4. Excelente!! Espero que as entidades oficiais comecem a dar promoção e devido valor a esta estrada/rota, já sei que há vontades aí nalgumas câmaras, mas mesmo assim penso que poderiam fazer mais, afinal atravessa o país inteiro e estamos aí com um boom de turismo. Já fizemos praticamente a estrada toda mas sempre em ocasiões diferentes. A última foi desde Faro até perto de Évora.Deram-me uma excelente ideia agora para o final de Março. O post está perfeito. Obrigado !!

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Obrigado Francisco! É uma boa altura para percorrer 🙂 Com as cores da Primavera! Sim, esta rota merecia melhor atenção. Cuidar do pavimento, manter os marcos antigos pintados e com bom aspecto, restaurar antigas áreas de serviço de arquitectura tradicional. Muito a fazer. Um pouco à semelhança do que já foi feito no troço entre Almodôvar e São Brás de Alportel, onde é considerada rota património.

  5. A isto é que eu chamo verdadeiro serviço público 🙂 Um excelente roteiro com tudo o que é preciso para ser experiência inesquecível. Parabéns pela bela recolha!

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Obrigado Rui!

  6. Tantas sugestões boas. Este roteiro está super fixe. 😀

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Obrigado Carla!

  7. Percorrer a N2 é uma ótima “desculpa” para conhecer melhor o país! Permite ver tanto mais do que aquilo que veríamos utilizando outras vias. É mesmo um roteiro super especial. Parabéns!

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Sem dúvida Marlene Obrigado 🙂

  8. Que viagem mais irada! Paisagens lindas e lugares encantadores! Nem sabia que existia esta estrada e que era uma das mais longas!

  9. Excelente post! Já conhecíamos alguns dos lugares mas definitivamente ainda há muito por descobrir 🙂

  10. Mário Augusto Fleming says: Responder

    Obrigado pela divulgação de imagens e do texto da maior estrada da Europa. É nossa, é portuguesa. Já fiz vários troços mas nunca a fiz de integralmente. Faço tenções de a fazer talvez este ano na minha moto. Nos idos anos 80 fui professor em duas lindas localidades que são atravessadas pela estrada nacional nº2: Castrro Verde no Alentejo e Castro Daire na Beira Alta. Terras tão diferentes em clima, em pessoas mas muito bonitas onde como professor aplicado me apaixonei por essas terras.

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Obrigado Mário 😉 Boas curvas pela fabulosa N2!

  11. quantos lugares encantadores! amo acompanhar as roadtrips de vcs! no Br temos a Transamazônica que é a rodovia mais longa com 4mil km! mas acredito que nem todas as partes estão “inteiras”

  12. Acho demais as viagens de vocês! Só lugares incríveis! Dever ser muito bacana conhecer o mundo em cima de uma moto.

  13. Que grande passeio! As auto estradas são tão impessoais… com tempo andar pela nacional vale mesmo a pena. Assim se conhece o país!!

  14. António Ferreira says: Responder

    Muito bom mesmo este ano vou fazer em 3 dias obrigado foi graças a este blog que ganhei a coragem de planear a viagem. Obrigado 5 estrelas os conselhos e as dicas.

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Muito obrigado António! Ainda bem que lhe servimos de motivação! 🙂 Desejamos uma óptima viagem pelas estradas de Portugal!

  15. Sérgio MotardFeio says: Responder

    Olá! Obrigado pela partilha que tão agradável é de ler e de onde irei tirar algumas dicas para fazer este este roteiro em Maio deste ano com mais 3 amigos.
    De Chaves a Faro iremos apenas “usar” 3 dias, que o tempo não estica.
    Planeamos também “apanhar” a N222 ao chegar ao Norte sendo ela também uma bela estrada para percorrer. Continuem a partilhar! Não conhecia esta vossa “página” e irei seguir de agora em diante. Boas curvas!

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Olá Sérgio. Muito obrigado pelo comentário 🙂 desejamos uma excelente viagem e muito boas curvas! E sim a N222 também é um espectáculo.

  16. Como já é normal neste Blog, aqui está mais um belo roteiro. Fiz este passeio em ritmo acelerado (1 dia) em final de novembro de 2011 e sem duvida que é um percurso a ser feito com alguma calma. A diversidade de paisagens, traçados de estradas, gentes, gastronomia e muito mais, faz deste país um cantinho fantástico.
    Obrigado pela partilha destas viagens, pois além de darem a conhecer, desafiam os leitores a retirar as máquinas da garagem.

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Olá Pedro! Ainda bem que conseguimos desafiar 🙂 Muito obrigado por acompanhar o nosso blogue. Felicidades e Boas curvas!

  17. olá e parabéns pelo fantástico blog que tem, não tinha conhecimento do mesmo até a 2 semanas atrás que um colega me disse e tenho vindo a ler algumas das vossas “aventuras” e estou maravilhado,
    como eu vos invejo porque infelizmente a minha esposa não gosta muito de 2 rodas se bem que ultimamente já tem acompanhado mais não o que eu gostaria mas aos poucos penso que vou ter companheira 🙂
    A Nacional 2 é um passeio que já a alguns anos penso em fazer mas por um ou outro motivo não tenho conseguido este ano vou tentar realizar essa viagem e depois de ler o vosso artigo e tão bem explicado é possível dizer-me uma estimativa de custos que se possa gastar nesta viagem?
    Sei que é muito relativo pois á muito factores que variam no entanto gostava de ter uma “base”
    Continuação de óptimas viagem para voces e se puderem continuar a partilhar tem mais um fã.

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Olá Fábio! Muito obrigado pela mensagem 🙂 Em relação aos valores, como diz, é sempre muito relativo, mas estime uma média de 100 Eur por dia para combustível, dormida e comida. Felicidades e uma óptima viagem!

  18. José Filipe Andrade says: Responder

    Olá, boa noite. Veio mesmo a calhar! Estaremos de saída dia 30 de abril, da Guarda para Chaves, para dar inicio à que esperamos que venha ser, uma viagem inesquecível. Obrigado pelas vossas dicas e parabéns pelo excelente blog.

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Boa noite José Filipe! Com certeza que será uma viagem inesquecível! Desejamos-lhe muito boa viagem e felicidades nessa travessia de Portugal 🙂 Muito obrigado pelo seu comentário!

  19. Joaquim Galvão says: Responder

    É um dos meus projecto para este ano.
    Como não podia deixar de ser, o vosso blog vai-se tornando uma visita obrigatória.
    O vosso trajecto pela N2 está muito bem detalhado. Parabéns.
    Houve aqui pessoal que solicitou a conversão do vosso percurso para o GPS (formato GPX). Para tal, basta abrir o track no GOOGLE Maps (picar no icon ‘Tela Cheia’) e transferir o track para formato KLM, depois usar um conversor. Eu uso muito o https://www.gpsies.com/convert.do, pois é OPEN SOURCE, logo de uso gratuito.

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Obrigado Joaquim! Também vamos ver isso 😉

  20. Olá! Cheguei agora ao vosso blogue e em boa hora! Eu que nunca fui fã de motas tenho um marido que sempre foi fã de motas e finalmente cumpriu o seu sonho de ter uma. Ainda só fiz três viagens pequenas (+/-100km) e a mota é desportiva (acho que é assim que se chama) pelo que é difícil ser “pendura” muito tempo. Passado a fase inicial de pânico-medo-calma quero muito passear com ele na mota. Um dia iremos fazer viagens assim grandes, mas por agora (e porque temos filhas ainda pequenas) talvez comecemos por “troços” destas viagens!
    Têm aqui algum post sobre viagens para iniciantes?
    Obrigada pelas dicas e continuação de boas viagens!

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Olá Olívia! Ainda bem que nos encontrou 😉 Bem, viagens para iniciantes serão qualquer uma que se sinta confortável a fazer eheh Depende também da sua área de residência, pois para curtas distâncias muitas opções existem pelo nosso belo Portugal. Veja aqui algumas sugestões: https://quilometroinfinito.com/category/viagens-de-mota-por-portugal/ . Obrigado por nos acompanhar! Boas curvas e felicidades

  21. Olá a todos. Já fiz a N2 algumas vezes e para mim o melhor local para descansar no segundo dia é na Sertã. Tem excelentes hotéis, restaurantes e depois do jantar encontramos sempre um bar com musica ao vivo. Aproveito sempre para comer maranhos. Boas viagens.

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Olá Maria. Obrigado pela opinião. Boas curvas

  22. Jorge Bandeira says: Responder

    Já fiz a N2 mas o vosso roteiro está fantástico. Obrigado pela partilha.

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Muito obrigado Jorge! Boas curvas 😉

  23. Paulo Chibante Sequeira says: Responder

    Olá. Obrigado pela vossa partilha, as vossas sugestões e o vosso mapa interactivo facilitaram e muito a minha viagem solitária pela N2. Continuação de boas curvas e boa sorte….

    1. quilometroinfinito says: Responder

      Ainda bem que sim Paulo! Parabéns pela viagem. Boas curvas

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

%d bloggers like this: